Muitos empresários brasileiros ainda se perguntam quais os benefícios das redes sociais para seus negócios. A resposta é uma só: se utilizadas com profissionalismo, transparência e competência, as redes sociais servem como importantes instrumentos de estratégia para o fortalecimento da marca.
Os consumidores de hoje agem como formadores de opinião. Mais do que compradores ou usuários de um produto ou serviço, atuam perpetuando suas impressões na web – os chamados “rastros digitais”. Se uma marca vai bem, ponto positivo. Se vai mal, reflexo imediato nas redes sociais.
Manter apenas um site da empresa com informações sobre produtos, serviços e promoções não é mais suficiente na era da informação. A interação ágil e transparente é fundamental. As marcas devem participar e se relacionar com comunidades na web para consolidar uma cultura de pequenas trocas e experiência diárias. Esta estratégia mostra-se valiosa em termos de posicionamento. Proporciona vantagem competitiva e, de certa forma, dribla o “darwinismo de marca”, a seleção natural que favorece e perpetua algumas e dizima outras tantas.
A agilidade também é fundamental. No mundo da informação digital nada mais é estático. O perfil do consumidor muda e o modo como ele enxerga e interage com produtos e serviços também segue esta linha. Engana-se quem trata as marcas como substantivos imutáveis para serem transmitidas por intermédio de campanhas curtas, egocêntricas e irrelevantes.
Hoje o marketing moderno é impulsionado por um viés social. As marcas precisam evoluir com as comunidades diariamente, criando conexões emocionais fortes e contínuas, agindo como facilitadoras de relacionamentos em constante estado de reinvenção, aprendizado e movimento. As empresas que já entenderam este panorama prosperam caminhando e progredindo lado a lado com seus clientes, fornecedores e parceiros.
Nesta avalanche de comunicação rápida, o maior desafio para empresas não é mais a tecnologia. É, sim, a mudança de cultura, o que permitirá que estas companhias reconheçam que o marketing requer também um processo que permeia todos os departamentos, reinventando o processo de escuta, aprendendo, gerando mudanças e reconhecendo que nada é mais permanente. Claro que é um processo que leva tempo. Mas quanto antes começar, melhor.
Um case exemplar é o da empresa automobilística Mini USA, que para manter o pequeno carro relevante no mercado efetuou um intenso trabalho de monitoramento on-line, possibilitando, por exemplo, descobrir como os proprietários se sentiam diante do produto. A empresa também pôde mensurar os esforços de comunicação efetuados pela marca. É necessário planejar e utilizar o que será aprendido de maneira efetiva, com foco real no consumidor, exatamente como a Mini USA fez. Hoje o carro está com sucesso no mercado.
Ouvir por ouvir não basta. É necessário sempre planejar e utilizar o que será aprendido de maneira efetiva, com foco real no consumidor, com profissionalismo. E, se a marca se consolida além do buzz, ou seja, da promoção pura e simples, a confiança do público de interesse e os lucros seguem naturalmente. O desafio está colocado.
Gabriel Rossi é especialista em marketing e diretor da Gabriel Rossi Consultoria
